sábado, 9 de janeiro de 2010

Bizarro

O meu computador parou no tempo. Precisamente no dia 7 de Janeiro.
Não há actualização efectuada depois desse dia a que eu consiga aceder, seja nos blogues (inclusivé o meu), seja no facebook, no contador de visitas ou até mesmo no meu e-mail...
Terei eu desejado assim tanto, que o mundo tenha, efectivamente, parado?





PS - Alguém me sabe explicar que fenómeno é este? Será virus? Como resolver?

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Ontem à noite, o meu vizinho da frente esfaqueou a namorada (não, não vivo na Cova da Moura nem no vale da Amoreira).
A minha mãe, que vive a uns 500 metros ouviu toda a parafernália de ambulâncias e carros da policia). Eu não ouvi absolutamente nada!

Conclusão: cada vez gosto mais da minha casinha e do seu fantástico sistema de insonorização!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010


Por muito que nos avisem, nos expliquem, nos informem, nos advirtam, é no momento em que se torna oficial, mostrado ao mundo e em que vemos com os nossos próprios olhos, que realmente dói.

Gajos

Os gajos são um bicho raro, que cada vez menos, entendo!

Não entendo como conseguem passar uma tarde inteira a brincar com um balão, com o mesmo entusiasmo, emoção e encenação como se de uma verdadeira bola de voley se tratasse.

Também não entendo esse fenómeno no futebol que tanto os transforma em verdadeiros machões, enquanto praguejam e insultam o arbitro, os jogadores da equipa adversária e até os da mesma equipa (benfiquista que é benfiquista insulta sempre a Amelinha, mesmo quando esta não está a jogar!), como os transforma em autênticos paneleiros capazes de abraçar todos os que estiverem à sua volta, enquanto festejam um golo, mesmo que seja um velho desdentado que não toma banho há um ano, desde que vista a mesma camisola!

Não entendo como ficam hipnotizados com um filme como o Tróia. Pode dar-se um terramoto ou um incêndio ou pode até mesmo aparecer a Claudia Schiffer que não dão conta. Também não entendo as horas que passam depois de ver o filme a comentá-lo. Já nós, que até temos a possibilidade de ver o rabinho do Brad Pitt, nesse filme, fazemo-lo ao mesmo tempo que lemos uma revista, falamos umas com as outras e ainda mandamos um sms.

Também não entendo como podem ficar embasbacados enquanto me vêem cozinhar uma morcela e uma alheira, como se do menino Jesus se tratasse. Pronto, neste caso, dou um desconto, já que se a alternativa for seitan, acho que até para mim se transformaria na oitava maravilha do Mundo (ou décima setima, já lhes perdi a conta!).

Não entendo mais um sem número de coisas e, definitivamente, não os entendo. Deve ser por isso que gosto tanto de um...

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Fenómenos

É impressionante como algumas pessoas se identificam com estes meus textos. Como têm a creteza, certezinha que é sobre elas ou para elas que escrevo!
Páginas viradas, capítulos encerrados e, ainda assim, recebo mails de agradecimento pela homenagem, referência ou, até mesmo, sentimento!
Está tão longe da realidade que, por mais que releia esses mesmos textos, não entendo com o que se identicam!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Playboy




Tive o meu primeiro contacto com esta revista este fim de semana e devo dizer que fiquei fascinada!
Perdi uns trinta minutos com a crónica do Miguel Esteves Cardoso, da Ana Garcia Martins (vulgo A Pipoca mais doce) e poemas do Pedro Paixão. Mais tempo teria perdido, não fosse a tamanha fila de espera ansiosa para ver as mamocas e o pipi da Ruth Marlene.
Ganharam uma assinante! Entre boas leituras sempre posso dar uma espreitadela à ultima tendência em depilação.
Dúvidas houvessem, segundo as fotos desta última edição, o que está mesmo na modo é o conhecido "peito de peru"!
Hoje escreveste-me. Mesmo que seja só para me dizer que não sabes o que hás de dizer, deixas-me feliz. Pelo menos paraste uns segundos a pensar no que hás de dizer e isso mostra-me que ainda tenho alguma existência. Não preciso que digas nada, sei o quão infrutífero é o que te escrevo, sei que não vai de encontro àquilo que queres para ti, sei que muitas vezes é um erro, porque digo apenas aquilo que já sabes.
Não gosto de escrever a justificar-me e volto a fazê-lo, mesmo sem que haja grandes justificações para os meus actos. Eu própria não percebo. As palavras surgem-me a toda a hora e não me permitem fazer nada até ordená-las. Desconcentram-me no banho, no trabalho, no sono e só quando as ordeno e releio, posso descansar. Envio-tas quando, provavelmente, não devia fazê-lo, mas é mais forte que eu. Um dia disseste que escrevias para conquistar à moda antiga, eu escrevo para conquistar de forma moderna. Sei que não é este o caminho, porque os obstáculos são demasiado grandes para a pequena existência que tenho na tua vida. Sei que, se um dia, me levou ao meu objectivo, nestas circunstancias, passa a ser uma arma muito fraca. Mas é a minha, só minha e isso ninguém me pode tirar.
Escreves-me, também, que farás a tua parte para me ajudar na obtenção daquele que é o meu sonho. Respondo-te eu que já o fazes e muito. Talvez não tenhas essa noção, talvez não identifiques a dimensão das tuas palavras, mas são elas que me dão esta força que desconhecia e me fazem correr todas as capelinhas, bater a todas as portas e gritar bem alto para que todos me oiçam. Acho que esse acaba por ser o teu verdadeiro encanto. Fizeste-me sentir mais forte, fizeste-me querer melhorar, fizeste com que acreditasse nas minhas capacidades. Deste o empurrão para a minha luta e não há agradecimento possível para isso.
Dizes que está tudo ao contrário e eu acho que estás errado. São as pequenas frustrações que nos levam a grandes conquistas. É verdade que, por vezes, desejava que não houvesse desencontros, mas é verdade, também, que são os mesmos que me dão força para outros encontros. E resulta, se por um lado, não tenho armas para ti, por outro, concentro-me com mais força nessas outras armas para as minhas outras paixões.
Com o resto, não te preocupes, o resto passa. Passa sempre. Seja o tempo, seja a vida, sejam outros, tudo passa...