segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Chata como a potassa

Não consigo parar esta busca incessante pelas palavras mágicas, que à semelhança de umas outras, me levem ao meu desejo.

Acho que temos o nosso Q de cão de Pavlov que, num reflexo condicionado, já salivava, ao ouvir a campainha, mesmo quando esta já não acompanhava a habitual comida.

Será possível ainda surpreender depois de 10, 20, 30 e-mails? Poderão as palavras ser como a música que, com apenas 7 notas, se continua a reinventar e a surpreender? Poderão 23 letrinhas ajudar a reinventar-me?

Tento variar, para não te cansar. Não posso continuar a falar na puta da reunião que foi adiada, na puta da sociedade que me oprime ou na puta da tua fama que me abafa.

Mas é mesmo isso que só me apetece dizer: PUTA PUTA PUTA!!!!
Puta da saliva que já me está a desidratar!
Puta da TMN que não deixa o meu telefone tocar!
Puta da internet que não faz um mail chegar!
Puta da tua parede, onde me queria colar, só para te fazer lembrar!
Puta da minha cabeça, como a potassa, só a chatear!!!

sábado, 7 de novembro de 2009

In Love

Andava meia adormecida, talvez devido a uma rasteira que a vida me tinha pregado. Anestesiei-me a mim própria e deixei-me levar por esta letargia, tão confortável, como um dia de Domingo passado em frente ao televisor.

E de repente surges tu. Ou surjo eu?
Não é tão linear assim perceber como voltei à tona. Se me trouxeste tu, se me insurgi eu. Avisas que me posso apaixonar e assustas-me. Assustas-me porque tens razão. De repente, sinto-me apaixonada. Não como, não durmo e fantasio de forma quase alucinada.

E é aí que percebo que foste tu, mas não foste. Tu já existias no meu mundo. Surgias-me todos os dias das mais diversas formas e, sim, foste o incentivo para este meu devaneio. E re-incentivaste-o prestando-lhe atenção. Percebeste que eu existo e isso fez-me também perceber que existo.
E entao sim, senti-me apaixonada. Apaixonada pela minha coragem, pela minha loucura e pela minha lucidez. Talvez seja um pouco nascista, mas haverá coisa melhor que sentires que sim, que queres passar o resto da tua vida contigo próprio, com aquilo que és e com o que queres vir a ser.

Há gente que passa uma vida inteira a procurar esse sentimento.
Há até gente que não se suporta a si mesmo.
Há gente que desiste a meio caminho.

Eu encontrei-me!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Para Ti

Olá Bem-vindo! Este é o meu blog. Já sei que detestas o nome. Acho que é coisa de gaja. Na minha pequena sondagem, as raparigas adoram o nome, os gajos detestam. Talvez os gajos sejam mais honestos.... Grande parte dos textos já os conheces e em muitos outros te reconhecerás. Devo já avisar-te que aquilo que te espera nem sempre é bonito. Aqui se encontram muitas palermices, muitas lamechises (devem ser das hormonas - a eterna desculpa), muitos desabafos e muitos “enche chouriços” que utilizo quando me deixo cegar pela ambição do crescimento das visitas, mas me seca a fonte. Também encontrarás um pouco de non-sense, este deve-se ao facto de utilizar muitas vezes esta minha arma como uma forma de enviar mensagens específicas, sobre assuntos específicos, a pessoas específicas.

Ainda assim, este blog é o meu reflexo. Ou parte dele, já que somos tantas e tantas coisas que, algumas, nem sempre nós próprios reconhecemos ou admitimos. Seria difícil reflectir esse lado mais obscuro ou inconsciente nos meus próprios textos.

Devo confessar-te que ao reler-me, nem sempre me reconheço. Não reconheço as palavras ou aquilo que descrevem. Entre os meus dedos e este mundo virtual, algo ganha vida própria.

No entanto, no final, esta sou eu, munida de armas e (confesso que só às vezes, porque sou muito preguiçosa) maquilhagem!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Aventuras em Madrid

Tenho andado a apanhar uma seca de todo o tamanho, aqui em Madrid, sempre à espera que as pessoas me dêem atenção. Aqui também não se cumprem os horários das reuniões!
Nem novidades nos blogs tenho para ler... Estou a desesperar com a falta do que fazer...
O resto também não tem corrido muito bem... Trouxe roupa relativamente quente, mas aqui está realmente um frio do caraças, precisava dum casaco de inverno à seria! Tenho sofrido muito com o frio...

Armada em esperta, pedi para ficar num hotel no centro da cidade que é tão fashion, tão fashion que parece um verdadeiro labirinto. Encontrar um qualquer quarto nesse hotel é quase uma aventura. O meu, é o último do labirinto!
Passo portas e corredores infindáveis até lá chegar. Ontem,andei com uma dor de barriga até ao regresso ao hotel. Tenho dificuldades em utilizar as casas de banho daqui do escritório. Ao chegar ao hotel, depois de correr o infindável caminho, já muito apertadinha, a porcaria do cartão não abria porta! Toca a passar o labirinto, os corredores, as portas, todas outra vez, munida de portátil e mais uma data de coisas que agora não interessam nada, mas que ontem estorvaram muito, até à recepção. Só te tenho a dizer que foi por muuuuuuito pouco...

Hoje acordei feliz da vida, pensando, que tinha lavar este cabelito, para que, aqui, no escritório de madrid não pensem que sou uma desleixada. Isto porque, ainda não contei, mas ontem vim com umas calças que já me estão largas e, para ajudar, a meio caminho, perdi a porcaria o botão!!! Andei todo o dia entre dois factos: puxá-las para cima e andar de rabo à mostra. Continuando, já me estava eu a preparar para lavar o meu cabelinho e eis que me apercebo: onde está o secador??? Porra, com este frio e sem casaco, não me arrisco a ir de cabelo molhado. Lá vim com o meu cabelinho todo escorridinho.
Claro que, descobri, entretanto, que o único quarto sem secador é mesmo o ultimo do labirinto!!!

Apetece-me dizer todos os nomes que conheço! Quero a minha casinha!!!!
"Para qualquer triunfo há que estar preparado para uma derrota maior"

Pedro Paixão
in O mundo é tudo que acontece

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Preliminares

Tenho esta teoria de que os preliminares, para uma mulher, começam muito antes até do primeiro beijo!
O verdadeiro turn-on para nós, é uma boa conversa, uma pessoa inteligente, um conjunto de circunstâncias. Claro que a tudo isto há que adicionar uma técnica. Mas técnica sem táctica não resulta.
Não é um "excitas-me muito" que nos excita. É um "és inteligente" que nos liberta a libido.
Por muito que alguém já nos tenha excitado, encantado, admirado, toda essa recordação ou sensação se desvanece se depois de minutos, horas, dias ou meses de silencio apenas nos perguntam "hoje?".

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Silêncio


O silêncio é sobre-estimado e sub-valorizado.

O silencio redimensiona, em ambos os sentidos.

Eu gosto do silêncio.

Gosto de chegar a casa e estar cinco minutos sem ligar a tv, o rádio ou ipod e sem atender o telefone. Esse silencio é o suficiente para minimizar o longo dia, os problemas e a puta da rotina.

Eu não gosto do silêncio.

Não gosto quando não tenho assunto, não gosto quando não sei uma resposta, não gosto quando é contrangedor.

Gosto do silencio.

Gosto quando faço Yoga apenas ouvindo e controlando a minha própria respiração.

Não gosto do silêncio.

Não gosto quando não me dão uma resposta, mesmo que seja a uma pergunta retórica.

O silêncio liberta-nos.

O silêncio prende-nos.

O teu silêncio liberta-me das expectativas.

O teu silêncio prende-me aos porquês.

O silêncio pode ter várias interpretações. Sem nada dizer, podemos dizer tudo!

Podemos enviar uma mensagem ao mantermo-nos silenciosos ou podemos pura e simplestemente não ter nada a dizer. Podemos ser apenas cobardes ou podemos ser muito corajosos.

Eu sou muito corajosa se não respondo àquele paspalho que não me deixa seguir a minha vida.

Tu és muito cobarde, por não me dizeres "sua paspalha, segue a tua vida!".

Não sei lidar com o teu silencio... Fico presa às minhas próprias palavras, aos passos que dei em falso ou aos passos certos que terás dado. É mais cruel o silêncio que a nua e cruel verdade.

Sem palavras, é mais facil agarrarmo-nos à mentira, às desculpas, à ilusão...

Com palavras é mais fácil libertarmo-nos e recordarmos apenas o que foi bom...

Sem palavras é mais dificil não cobrar, não insistir, não sonhar...