quarta-feira, 31 de março de 2010

Para ti



Porque as minhas palavras parecem pequenas quando outras escrevem exactamente o que sinto.

Falta de problemas


Continuo estranha. Não percebo porquê, mas pura e simplesmente não me apetece fazer nada. Não me apetece escrever, não me apetece falar, chego ao cúmulo de nem me apetecer estar com ninguém. Estar quietinha sem fazer nada, nem ver ninguém. Cansa-me só de pensar que tenho que arranjar assunto... mesmo com aqueles com quem há sempre assunto... Sinto-me egoísta por isso, mas a verdade é que me apetece recusar todos os convites, apetece-me rejeitar todas as chamadas, apetece-me fingir que o mundo não roda lá fora.

Também me sinto anormalmente cansada. Tenho-me deitado com as galinhas. Não vejo TV e quando me deito tento ler, mas ao fim de uma página, já estou a trocar os olhos. Acho que esta semana nunca adormeci depois das 10h...
Ontem nem uma frase consegui ler e às 9h30 já dormia...

Enfim, o meu problema deve ser a falta de problemas.

30


Faltam 2 meses (e um dia, vá), para entrar nessa linda década, mais conhecida pela década dos 30.
Há quem diga que é um período difícil, há quem diga que é quando se começa a viver.
Ainda não sei, mas em qualquer um dos casos, quero que a minha entrada seja em GRANDE!
Quero quero ter um bolo com 30 velas e não duas mixuruquinhas,  com um 3 e com um 0. Nada disso, quero ver o bolo coberto de chamas e de luz.
Quero também entrar na minha melhor forma e disposição. Há que ter fôlego para as 30 velas!
Hei-de ser uma trintona dessas todas enxutas (not, mas a esperança é a ultima morrer).
Sendo assim, tenho dois mesinhos, para perder estes malfadados 4 kilos que estão a mais, combater a puta da celulite e outros que tais.
Portanto, os próximos 2 meses serão de dieta rigorosa (sopa, sopa, sopa e uma saladinha de vez em quando), muita wii, mas daquela a sério que nos faz suar as estopinhas e doer desde a pontinha do cabelo à unha do dedão do pé, esquecer que existe elevador (só lá em casa, que aqui no trabalho são muuuuuitos andares), esquecer álcool, bolos, fritos, refrigerantes (sniff), etc etc etc.

A jornada começou ontem e já não se adivinha nada fácil. Wish me luck (and patience).

terça-feira, 30 de março de 2010

O Pipoco mais salgado

O nome do blogue, inicialmente, parecia-me piadinha demasiado fácil.
O facto de ter posts com Wishlist, também me pareceu golpe baixo.
O primeiro post pareceu-me pura e simplesmentre parvo. Já se sabe que os rapazes apostam coisas muito estúpidas e desafiam-se em coisas ainda mais, mas essa de que caso perdesse a aposta tinha que fazer um blogue durante um ano, ainda, não me convence.
Numa leitura mais atenta, acho que nos deparamos com uma sátira muito divertida e, do meu ponto de vista, o objectivo não é gozar com o blogue alheio, mas sim brincar um pouco com este mundo da blogosfera.

Vale a pena visitar O pipoco mais salgado.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Humores

Estes humores não andam bem.
Sem motivo aparente. Não tenho do que me queixar e, ainda assim, sinto-me estranha.
Não me apetecer escrever, mesmo vindo de mim, até nem é assim tão anormal, não me apetecer falar já é menos normal. Sou uma fala barato por natureza, pelo que conseguir passar um almoço inteiro calada que nem um rato, já soa um bocadinho estranho.
Anormal, anormal, é os espírito de limpeza e arrumação que imbuíu em mim. Passei o fim de semana toda a arrumar e a limpar a casa de uma ponta à outra. Chegando ao cumulo de despejar prateleiras, limpá-las e voltar a arrumá-las. Só posso estar doente!

A grande desvantagem de encomendar livros online e pedir para que sejam entregues no trabalho, é não  podermos começar a lê-los logo ali.

Acabei de receber dois e, sacanas, não param de me sorrir, aguçando a minha curiosidade.

É meio-dia e já conto as horas para ir para casa! Logo hoje que me marcaram reunião para as 18h...

sexta-feira, 26 de março de 2010

O outro lado

Nunca lhe escreveu. Tinha vergonha. Tinha medo que achasse foleiro. Cartas de amor já não estão na moda. Não queria parecer démodé, se a moda não ditava, ela não o fazia.
Escreveu-lhe mais tarde. Palavras amarguradas. Cheia de dor e de mágoa.
Escreveu-lhe mais tarde, depois de esquecer as partes boas. Escreveu-lhe mais tarde, quando o tempo já não podia voltar atrás.



Escreveu-lhe mais tarde, anos e anos depois, no dia em que se lembrou. Quando se lembrou do já esquecido mesmo quando chorado. Já esquecido, mesmo antes de terminar.

Naquele dia lembrou-se da simplicidade que pode ser a partilha de um vinho, da vontade de cuidar reflectida num mero jantar, da vontade de abraçar exposta num desejo.


Muitos, muitos anos depois é que se lembrou. Dos jantares a dois, onde nada mais fazia falta e se deixavam aquecer pelo vinho. E aquecia. O vinho e essa partilha. O jantar e essa conversa. A mesa e esses sorrisos.

Queriam tanto ouvir a mesma música, que esqueceram do Pedro Paixão. do Lichenstein e do José Riço Direitinho.
Queríam tanto crescer, que esqueceram os seus sonhos.
Queriam tanto a inteligência, que esqueceram as conversas.
Queriam tanto o orgasmo, que esqueceram o prazer.
Queriam tanto saber, que esqueceram do prazer da descoberta.
Queriam tanto o compromisso, que esqueceram do gostar.
Queriam a perfeição, que esqueceram ser eles próprios.
Queriam tanto ser namorados, que esqueceram a cumplicidade.
Queriam tanto não perder, que esqueceram a conquista.
Queriam tanto o final feliz, que esqueceram do presente.

Hoje, deu-lhe para isto. Para recordar. Para lembrar a parte boa. A parte em que eram felizes.

Já me tinha esquecido, mas esta semana deu-me para lembrar.